Criando uma Comunidade

 

Meu Primeiro Deparo com um Nikkei

 

No segundo dia de pesquisas em Oizumi, nosso grupo almoçou num restaurante brasileiro chamado "Restaurante Brasil." Logo ao lado, havia um mercadinho brasileiro, o Banana Brasil. Foi lá que eu tive o prazer de conhecer minha primeira entrevistada Juliana. Ela é brasileira casada com um Nikkei-brasileiro. Ele já reside em Oizumi a um pouco mais de 8 anos. Devido ao fato de ela ser uma brasileira de estatura mediana e de cabelos castanho claro, ela não seria vista como uma japonesa em hipótese alguma. Nem por um brasileiro muito menos por um japonês. Ela me contou das barreiras e empecilhos que a sucumbiu assim que aterrisou em solo japonês. Assim que ela chegou ao Aeroporto de Narita, o seu marido a estava esperando. Quando ambos pegaram o trem com destino a Oizumi, praticamente todos os japoneses fixavam seus olhos com grande desprezo, naquela que não parecia em absoluto oriental; "alguns até mudaram de vagão quando me viram" ela disse. Oito anos atrás esse tipo de discriminação era de certa forma mais rispida devido ao fato de haver tão poucos brasileiros. Hoje, no entanto, "a gente até fica de saco cheio de ver tanto brasileiros num só lugar" de acordo com ela.

 

 

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